Era uma vez uma rainha que tinha corvos no ventre, que afagava com as garras, fazendo-os cegar de amor. E as suas penas maiores, queimadas com quente fel, tornava-os pássaros feridos, órfãos e famintos de afecto. Reinava com paixão a preto e branco. De noite chorava a vida, de dia vivia a morte.
E do seu trono dourado, que ocultava um simples banco, vomitava placentas de um azul triste escarlate.
Era uma vez uma rainha, que morrera com o sonho de amar um rei, que das entranhas lhe sairia, como um tratado de paz celebrado com uma coroa de espinhos, fruto do desencanto pelo guerreiro Real, que em vassalo cobridor se metamorfoseara.
Era uma vez uma rainha, que queria ter experimentado ser Mãe de um Filho.
Era uma ver uma rainha, que gerou um Rei.
E do seu trono dourado, que ocultava um simples banco, vomitava placentas de um azul triste escarlate.
Era uma vez uma rainha, que morrera com o sonho de amar um rei, que das entranhas lhe sairia, como um tratado de paz celebrado com uma coroa de espinhos, fruto do desencanto pelo guerreiro Real, que em vassalo cobridor se metamorfoseara.
Era uma vez uma rainha, que queria ter experimentado ser Mãe de um Filho.
Era uma ver uma rainha, que gerou um Rei.
Ricardo Passos
Técnica mista | 120 x 120 cms (díptico) | Da série "Era uma vez uma rainha"
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Técnica mista | 120 x 120 cms (díptico) | Da série "Era uma vez uma rainha"