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5.05.2010

ESPAÇO DE ARTE MARINA CRUZ


Ricardo Passos foi convidado a expor, por Marina Cruz, a propósito da comemoração do seu 30º aniversário do Espaço de Arte Marina Cruz.
Onze obras da série "Ditos", onde alguns provérbios portugueses são transportados para os seus significados literais, despindo-se das metáforas originais.

"Não será beleza, também, a desconstrução dos estereótipos que podemos estarrecidos admirar na obra de eximia complexidade de Ricardo Passos, convocando-nos para um império dos sentidos?"
Dr. Luís Galego
(Mestre em Sociologia)

Na exposição poderão ainda ser apreciadas, obras da escultora Beatriz Cunha.

Exposição patente ao público até 14 de Julho.
Av. Miguel Bombarda, 133 A • 1050-164 Lisboa









3.06.2010

PRÉMIO UTOPIA

Um Pouco
Acrílico sobre tela | 100 x 160 cms (díptico) | Da série "Ditos"

Ricardo Passos participa com a obra "UM POUCO" no Prémio Utopia 2009.
O Prémio UTOPIA baseia-se no conceito da Arte Fantástica contemporânea, que se caracteriza pela transformação do real em imaginário e tem sempre uma conotação figurativa ou representativa, além de transmitir diversas abordagens que podem ir do sonho ao sobrenatural, das premonições às visões do mundo ou mundos diferentes, passando por expressões de crises sociais, além do cómico, do mítico, do erótico ou do horror.



9.24.2009

"DITOS" - Galeria Geraldes da Silva


"(...) Portugal tem uma longa tradição de ditos e provérbios populares. Passos não é indiferente a esta realidade, abordando-a com ironia e humor, transportando os provérbios para os seus significados literais, despindo-os das suas metáforas originais, mas carregando-os de novos significados.
“A cara de um é o focinho do outro”, por exemplo, mostra-nos, de um modo cortante, o ridículo da expressão em que um focinho de porco toma o lugar de um nariz. Deste modo, recorrendo ao absurdo, o artista questiona e leva-nos a questionar a validade dos provérbios populares.
A coerência visual é tão importante como a coerência conceptual no trabalho de Ricardo Passos. Nesta exposição apercebemo-nos da ironia, do humor e da crítica social que caracterizam todo o seu trabalho."


Luísa Santos, Curadora

O CLIP DA EXPOSIÇÃO

6.04.2009

EXPOSIÇAO - CASTELO ALTER do CHAO


photo by sniff.pt



Artista plástico cosmopolita e de assumida contemporaneidade, Ricardo Passos reconhece Alter do Chão como solo fecundo onde se encontram enraizadas as relações familiares, as memórias de infância e os afectos genuínos. A sinceridade com que revive as cores, os aromas, os sons deste “seu cantinho alentejano” atesta do indisfarçável carinho que nutre por esta vila o que, de per si, bastaria para que as portas do Castelo de Alter do Chão se abrissem para acolher a sua obra. Vivendo há tantos anos na cidade, consegue ainda reviver a sua experiência nesta vila de um modo tão contagiante, que torna impossível, àqueles que a não conhecem, resistir ao desafio de “experienciar Alter do Chão”. (...) Por esta via se alcança uma simbiose entre espaço e obra tão curiosa quanto difícil de alcançar e, por isso mesmo, merecedora de um olhar particularmente cuidado que proporcionará, certamente, uma experiência irrepetível.

Mafalda Sadio
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão)




Com o Rei na Barriga - XXVII
Da série "Com o Rei na Barriga"
acrílico s/ tela com fragmentos de folha de prata
100 x 100 cms
2009



DE COR CINZENTA

Desliza a coroa
Esboroa-se a mente
Não sabe o que sente
De tanto sentir
Sentir a tristeza
Do fraco poder
Sentir que não sente
As mágoas da gente

Deslizam as coroas
Na colcha de seda
Estira-se o corpo
Na manta cinzenta
Desfaz-se o sorriso
De cor bacilenta

Também os meninos
Na lata nascidos
Têm cor bacilenta
E dedos cinzentos
Da terra que pegam
Da água sem brilho
da água com cor

De cor bacilenta
E vestes cinzentas
Se vestem idosos
Que sentem a dor
A dor de não terem
Os filhos presentes
Sentem os ausentes
Nas ruas dormentes

Três mundos num mundo
três de cor cinzenta
Com brilho e sem brilho
E cor bacilenta

Se todos unidos
Mostrarmos tais mundos
Com traços profundos
Podem surgir normas
De todas as formas
E tudo mudar

de Célia Alves
Artista Plástica




Quem não tem olhos, vê com os óculos
Da série "Provérbios Portugueses"
acrílico sobre tela
100 x 170 cms (díptico)
2009


A coerência visual é tão importante como a coerência conceptual no trabalho de Ricardo Passos. Nesta exposição, vemos duas das suas séries e percebemos a ironia, o humor e a crítica social que caracterizam todo o seu trabalho.
A série “Com o Rei na Barriga” fala-nos de responsabilidades, de pressão social, de deveres, de ansiedade e até de alguma hipocrisia. Tudo isto dito com ironia, com um sorriso no olhar e com questões que Passos nos faz e que, na nossa sociedade contemporânea, são actuais e pertinentes.
Portugal tem uma longa tradição de ditos e provérbios populares. Passos não é indiferente a esta tradição e questiona os provérbios com ironia e humor. Transportando os provérbios para os seus significados literais, despe-os das suas metáforas originais mas carrega-os de novos significados na série Provérbios Portugueses.

Luísa Santos, Curadora



Realização vídeo - Ivo Passos


Realização vídeo - Ivo Passos